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08/01

Ferramentas digitais para a escola do futuro

Lousas digitais, carteiras eletrônicas, tablets, canetas inteligentes, softwares educativos, dispositivos inteligentes. Definitivamente, a tecnologia tomou conta da sala de aula de forma irreversível. A modernidade chega à escola na velocidade dos bits, redefinindo práticas e conceitos pedagógicos.

O ambiente transmídia encontrado hoje na sala de aula reflete a realidade que os alunos vivenciam fora da escola. De certa forma, a invasão tecnológica foi incentivada pelos próprios jovens e sua invejável habilidade em lidar com os dispositivos de ponta. Hoje, nenhum educador imagina desenvolver seu trabalho pedagógico sem o auxílio das ferramentas digitais. A primeira década do século 21 trouxe uma nova forma de ensinar e de aprender.

Colaboração – A lousa digital que apresenta o funcionamento do sistema respiratório do homem se conecta ao tablet do aluno. O jovem está na carteira eletrônica, onde escreve na tela sensível ao toque, desenha com a caneta inteligente, resolve equações e pesquisa conteúdos na internet. A interconectividade na sala de aula estimula a troca de informações e constrói o conhecimento de forma colaborativa.

O filósofo Pierre Levy, um dos maiores estudiosos do impacto das tecnologias na escola, destaca a nova realidade vivida pelo aluno. Na sala de aula, ele carrega no bolso uma biblioteca do tamanho do Google; pode ler conteúdos em qualquer idioma graças aos tradutores online, bem como estabelecer contato com alguém que possa tirar dúvidas sobre o conteúdo da próxima prova. Tudo ao mesmo tempo agora.

Até o material didático sofreu o impacto dos avanços tecnológicos. O antigo caderno gradativamente vai desaparecer, cedendo a vez para o tablet anabolizado por aplicativos e softwares educativos. Os livros, apostilas e textos de apoio saltam do papel para a memória dos dispositivos móveis.

Futuro imediato – O futuro chegou embalado pela tecnologia até a sala de aula. O aluno explora todas as potencialidades dessa nova forma de aprender não linear e colaborativa. Por outro lado, a tecnologia isoladamente não atende às demandas do processo educativo. A transformação da sala de aula passa obrigatoriamente pelo professor.

O papel do professor no cenário de predomínio tecnológico depende de como ele enfrentará a literacia digital – uma analogia com a alfabetização tradicional. O conceito se refere ao conjunto de competências e habilidades para utilização plena das ferramentas digitais. A questão é que cada dispositivo, aplicativo, software ou rede social tem literacia própria. Ou seja, o aprendizado é constante e sem fim.

Defasagem – Estatísticas referentes ao ano de 2013 indicam que 4% das escolas brasileiras dispunham de tecnologia em suas salas de aula. Na China, algo em torno de 15% das escolas tinham lousa digital. A disparidade dá a ideia de quanto o Brasil ainda precisa avançar nessa área.

Na primeira década deste século, ganhou corpo a tese de que as escolas deveriam ter laboratórios de informática. Programas governamentais investiram grandes volumes de recurso na aquisição dos equipamentos e na adequação dos espaços físicos. O treinamento dos professores ficou em segundo plano, o que ajuda a compreender o fracasso da maioria das iniciativas da época.

Hoje, a escola incorpora a tecnologia naturalmente ao seu cotidiano. Em um processo que envolve alunos e professores, estimula formas inovadoras de aprender e ensinar.


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