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11/08

A lousa digital atualiza as linguagens pedagógicas

Há duas questões com as quais um professor comumente se depara ao preparar sua aula: 1) Como passar de maneira eficiente o conteúdo da disciplina? 2) Como fazer com que os alunos se interessem por um conteúdo que exige concentração e dedicação para ser compreendido? Poderíamos ainda somar a essas duas preocupações o fato de que grande parte dos alunos do século XXI geralmente está inserida em um mundo que se comunica muito mais por meio de imagens, vídeos e hipertextos do que exclusivamente por meio da linguagem escrita, a linguagem clássica por excelência e também a mais antiga entre as citadas.

Pois bem, em muitas das reuniões pedagógicas surgem dúvidas a respeito da contribuição de instrumentos e ferramentas tecnológicas para a solução de problemas como os elencados acima. E, sempre ao fim das discussões, fica claro que o objetivo de usar tais tecnologias seria proporcionar uma aproximação do mundo do aluno (moderníssimo) com o mundo das disciplinas (muitas delas já antigas, apesar de necessárias). E é essa aproximação que uma ferramenta como a lousa digital ajuda a tornar possível.

Aliás, o nome da ferramenta já nos sugere essa necessidade: é uma lousa (instrumento cujo uso vem já de longa data) que vem seguida pelo adjetivo “digital” (praticamente sinônimo de algo moderno).

Antes de tudo, é preciso lembrarmos que o uso sem medo é a condição indispensável para se aprender a usar qualquer nova tecnologia. Não é preciso nos escondermos em discursos como “é algo frágil” , “pode quebrar a qualquer momento se não a usar direito” ou ainda “os alunos não saberão lidar com ela de modo responsável”. Primeiramente, as lousas digitais são ferramentas feitas justamente para serem tocadas e utilizadas no contexto escolar. Sua caneta carregável, por exemplo, costuma suportar o uso em diferentes superfícies planas, sem o risco de falhar (como os pincéis) nem de produzir aquele pó agradável de giz quando este, por ventura, se quebra entre os dedos.

Além disso, sua manutenção é simples, até porque sua estrutura e funcionamento não são tão complicados como podem parecer. No caso das lousas TAW, por exemplo – ferramentas da 3° geração de lousas digitais -, os únicos materiais são um adesivo que pode ser aplicado na parede ou sobre uma lousa tradicional e uma caneta ótica carregável. O software que a acompanha e que permite a interação com outros dispositivos e telas de diferentes tamanhos traz a simples necessidade de ser instalado corretamente e, a ainda mais simples preocupação de ser, então, utilizado.

No que se refere ao seu uso em sala de aula, a lousa digital tem a oferecer justamente aquela conexão entre a matéria e a linguagem à qual o aluno está mais acostumado, a visual. Seu uso oferece a oportunidade de haver nuances no tom de aulas que seriam comuns. Ela possibilita, por exemplo, o acesso – por meio da rede – de conteúdos que possam ilustrar o conteúdo ministrado, seja por meio da busca por imagens de um rei histórico durante uma aula sobre a Idade Média, seja por meio da busca por um “passo a passo” de uma experiência química. Desde a possibilidade de criar e utilizar formas exatas para uma aula de geometria à busca de artigos de opinião de agências de notícias atualizadas. É um meio, ainda, de dar ao aluno um papel autônomo durante a construção do conhecimento: provavelmente o medo de ir à lousa tradicional será superado pela curiosidade de entender e usar o novo painel ou mosaico de informações.

Enfim, as possibilidades de interação que a lousa digital oferece são quase infinitas e, se usadas como alternativa às aulas de estilo mais tradicional, são capazes de prender a atenção dos alunos a partir de uma linguagem dinâmica – que já naturalmente, sinal dos tempos, pertence a eles.